O papel do mentor nas atividades extracurriculares
O papel do mentor nas atividades extracurriculares
Bruno Faria, mentor de equipas juvenis no Porto, revela o dia-a-dia da função,
desafios enfrentados e conquistas no papel de mentor em atividades
extracurriculares. A entrevista traz exemplos práticos e orientações para quem quer
assumir a responsabilidade de acompanhar grupos de jovens.
Como é a rotina diária de um mentor de equipas juvenis?
O papel de mentor em equipas juvenis exige acompanhamento próximo e adaptação
constante às necessidades do grupo. O meu dia passa por reuniões rápidas de
alinhamento, apoio à organização das atividades e resolução de conflitos entre
participantes. Procuro ser referência, mas sem impor regras rígidas — oriento
para que o grupo encontre soluções e crie autonomia. Frequentemente, tenho de
lidar com situações inesperadas, como mudanças de planos ou divergências
internas, e aí a escuta ativa é fundamental.
Quais os principais desafios e como os ultrapassa?
O maior desafio é manter o equilíbrio entre apoiar e permitir que os jovens
experimentem e aprendam com os próprios erros. Já presenciei situações em que a
tentação era intervir logo, mas o mais produtivo é criar espaço para o grupo
debater e decidir. Outra dificuldade é gerir expectativas — muitos chegam ao
grupo esperando resultados rápidos, e é preciso explicar que o progresso é
gradual. A confiança mútua constrói-se com tempo e respeito.
O que considera mais gratificante na experiência de mentoria?
A maior recompensa é ver a evolução dos participantes. Por exemplo, num projeto
recente, uma jovem inicialmente retraída tornou-se porta-voz da equipa,
liderando a apresentação final do grupo. É gratificante perceber que o ambiente
criado por mim enquanto mentor foi catalisador dessa transformação. Saber que os
jovens levam consigo competências de liderança, empatia e comunicação é o que
justifica o esforço investido.
Como a experiência extracurricular contribuiu para o seu desenvolvimento
profissional?
As atividades extracurriculares foram o meu laboratório de aprendizagem. Comecei
como participante, depois assumi funções de mentor e percebi que grande parte do
que aplico hoje — como mediação de conflitos e motivação de equipas — veio
desses contextos. A liberdade de experimentar, errar e ajustar estratégias sem
grandes consequências foi determinante para o meu crescimento profissional.
Que conselhos daria a quem quer assumir uma função de mentor?
A quem pretende ser mentor, aconselho desenvolver escuta ativa e não ter receio
de delegar responsabilidades. É importante confiar no potencial dos jovens e
agir mais como facilitador do que como líder autoritário. Sugiro também procurar
formação contínua e trocar experiências com outros mentores. O impacto é maior
quando se trabalha em rede e se aprende com diferentes estilos de liderança.
Este site utiliza cookies para garantir funcionalidades essenciais, analisar o
desempenho, personalizar conteúdos e melhorar a sua experiência. Pode aceitar,
rejeitar ou personalizar as suas preferências a qualquer momento.
Cookies necessários
Essenciais para navegação e funcionamento seguro do site, não podem ser
desativados.
Cookies analíticos
Usados para analisar visitas e melhorar o desempenho, ajudando a adaptar
conteúdos aos interesses dos utilizadores.
Cookies funcionais
Permitem personalizar preferências, guardar definições e integrar ferramentas
externas para experiência otimizada.